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terça-feira, 9 de agosto de 2011

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Eu amo também...

Ele vem... Ele vem todas as noites me acalentar.
Vestido de carmim e púrpura se deita sobre minhas costas e me faz suspirar.
Não sabe meu nome, nem eu sei o seu.
Não sabe falar, ou não fala porque não sabe o que falar.
Pretende o que de mim, o que quer de mim... Eu não sei.
Mas sua companhia me agrada e me satisfaz, e eu nunca quero mais e mais.
Cada pequeno traço que sinto naquela escuridão do meu quarto, sinto calor.
Prefiro sonhar ali com ele, a ter pesadelos com você.
Não vejo motivos para chorar, o que tiver de ser, será...
Às vezes me sento na cama e fico embriagado com seu halito da noite passada, doce, inebriante como o vinho.
Aí então acordo com o convidar dela para o jantar, mas você não está lá.
Está, está sim, sentado ao meu lado da mesa.
Sento-me junto a você, lhe ofereço sopa... Todos riem: - está louco? – Ela diz.
Minha cabeça fica ali cabisbaixa por alguns instantes, respiro fundo: - você não o vê?
Ela olha pra mim, esboça desgosto: - Ver quem? , alguém que não importa pra mim, melhor deixar-me cega!
Ele chora, porque chora... A culpa é minha, falta-me razão e emoção, não consigo falar, apenas me levanto e junto com ele sigo meu caminho.
- Aonde pensa que vai?! – Ela grita. Eu com já com ar de louco, me irrito e naquela ânsia de paixão e tentação eu solto: - Eu o amo!
Todos na mesa se calam, o ar pesa sobre mim, me sinto carregado e fatigado, há tanto pesar nesse sentimento? Ele se levanta pega na minha mão e com um gesto simples no olhar faz sua despedida.
- Eu não quero que isso seja um martírio nem para mim, nem para minha família, mas ser diferente não me difere de ser humano, seja como for sou como você, amo, sofro, cuido, perco, e choro. - Ele diz a ela, e sem mais me dá um beijo e sai pela porta.
Ela fica ali parada, desconfiada, traída, seus olhos borbulham lagrimas de fera ferida. Ela se levanta, vai até o quarto, faz as malas e sai.
Perdi, estou perdido, a amava, mas o amei também, agora estou confuso nesse universo paralelo, porque as pessoas não podem me aceitar como sou, porque não aceitam minhas condições? Como vou acabar com essa crise existencial...? Olho para o armário da sala, eis que lá tem uma arma... Adeus.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Contentações e conformismos..

Me contento com o mundo que está hoje, porque a morte se contentou de me levar.
Me contento com a menina no balanço, porque ela não se contentou em brincar.
Me contento com viagens, porque não consegui parar.
Me contento com a terra aos meus pés, porque não posso ter a Terra aos meus pés.
Me contento com a vida, porque a vida não se contenta com a morte.
E tudo se contenta  para não evita-la.
Me contento com aquela migalha, porque não posso ter o pão.
Me contento com a bituca, porque não posso ter o cigarro.
Me contento com o cigarro, porque não posso ter o charuto.
Me contento com a mesa escassa, porque não posso te-la cheia.
Há condições de contentação, e há de conformismo...
Não me conformo com o mundo que está hoje, porque ainda tenho muito o que vivenciar.
Não me conformo com a menina no balanço, porque ela tem que crescer um dia.
Não me conformo com viagens, porque um dia terei que parar.
Não me conformo com a terra aos meus pés, porque sei que posso ter a Terra.
Não me conformo com a vida, porque ela se deixa levar pela morte.
E nada se conforma para evita-la.
Não me conformo com a migalha, porque posso ter  a carne.
Não me conformo com a bituca, porque posso ter o cigarro.
Não em conformo com o cigarro, porque posso ter o charuto.
Não me conformo com a droga do charuto, porque posso ter um cancer.
Não me conformo com a escassez, porque tenho governo.
Há situações de conformismo e de...contentações.
Eu contento, mas não me conformo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Anjos se chamam ¨pessoas¨

Eles tem asas, mas não voam.
Eles choram, mas não tem olhos..
Eles caem, mas não tem chão.
Eles cantam, mas não tem voz.
Eles sofrem, mas não tem perdão.
Eles amam, mas não tem coração.
Eles sentem, mas não sabem expressar.
Eles tentam, mas não sabem falar...
Na medida em que andam, o chão treme.
Quando choram, chove.
Quando querem, não podem.
Sabem falar, mas não tem voz.
Sabem correr, mas não tem pernas.
Sabem pensar, mas não tem lógicas.
Sabem beijar, mas não tem labios.
Sabem fazer, mas não tem dom.
Sabem pedir, mas não tem a quem.
Precisam de nós, mas não nos tem.
Precisam de ar, mas não respiram
Precisam de agua, mas não tem sede.
Precisam de terra, mas não semeam.
Precisam de paz, mas não tem martirios.
Precisam de fogo, mas não tem chamas.
Precisam de calor, mas não tem inverno.
Esperam guerra, mas só há paz.
Esperam injustiça, mas só há concordancias.
Esperam discordia, mas só há afetos.
O que querem, o que esperam...somente nossa tolerância...
Anjos não falam , mas ouvem.
Anjos não sentem, mas te fazem sentir...
Anjos existem e são pessoas, que sempre estão ali, e sem percebermos, passamos diante delas sem sentir seus sopros...
Pessoas que esperam apenas ter um chão para pisar, um motivo para chorar, um afago para se esquentar...
São pessoas...anjos são apenas pessoas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O amor do Conde

Um Conde muito rico achou um dia ter encontrado sua mulher ideal, linda e encantadora, se casaram.
Um certo dia andando  a cavalo com a  jovem, ela cai e desmaia, o conde tentando ajuda-la vê uma marca em seu corpo que nunca tinha visto antes, Era uma flor de lís, a marca dos homicidas condenados a morte...
Ele inconformado por ela ter escondido isso a abandonou, ela então condenada a morte até o dia de sua execução jurou amor eterno ao Conde, que por sua vez não acreditou nela.Só no dia de sua execução o Conde percebeu o quanto a amava, mas já era tarde demais.

                                         Sua vida vale mais que o amor que sente por alguém?.....

terça-feira, 17 de maio de 2011

Adoro

Adoro vampiros, há um tempo atrás, eu escrevi um livro, estou editando ele faz uns 2 anos já e  ainda não terminei...rs. Colocarei aqui alguns trechos da historia:

"  Era verão ...então como era costume , eu e minha mãe , passávamos algumas semanas na mansão dos nobres Hudsons . Uma família que , na minha opinião não era digna de tais nobrezas .
  Mas , para minha mãe , tínhamos sorte e deveríamos ser gratas pela recepção . Eu tinha que aguentar os gêmeos da família , que eram meus primos , eu não os via desde a ultima vez que estive na mansão , antes de meu pai falecer , já haviam se passado doze anos , eu e mamãe queríamos recomeçar a vida junto com a família .Meu irmão detestava a família de meu pai , nunca participava de reuniões  , sempre fazia hora extra na firma para não se envolver com os Hudsons , ele tinha nojo da burguesia ."

"  O homem olhava pra mim , esperando que eu lembrasse de sua presença em minha vida , Pablo insistiu novamente tentando fazer com que eu me lembrasse do homem . Logo me recordei , era o garoto que vendia amoras a meu pai  no verão , sempre nos encontrávamos  , mas o que teria acontecido a ele ? , tinha um sorriso meigo e infantil , seus olhos eram azuis , refletiam como água no sol , o que acontecera ...não sei , alí , na minha frente estava um homem com olhos que viraram oceanos , um navegante sedento por  novas descobertas , aquela boca que sorria quando eu chorava , agora estava realçada com belos lábios vermelhos . lábios que desmoronavam vontades ...confesso que a vontade era a minha de beija –la ."

"Fiquei ali parada alguns minutos que pareciam uma eternidade...duas mãos cruzaram sobre meus ombros me abraçando...tão carinhosamente me viraram...não conseguia abrir meus olhos...aquela magia...parecia um feitiço de amor...uma situação irreal..eu...ele...o céu, a água da fonte caindo e aquela musica...tudo conspirava ao meu favor...
Me acariciou no rosto...seus lábios se aproximaram...me beijou e tudo escureceu..."

"  Tive uma vida muito sofrida...ainda me envergonho de admitir isso...
  Meu pai tinha uma pequena padaria em Londres por volta de 1800...as vendas já não estavam boas e pioraram ainda mais quando houve uma infestação de ratos no local. Meu pai teve que fechar seu comércio, única renda da nossa família. Sem muita escolha na vida, meu pai teve que se sujeitar a uma fábrica onde se exportava amianto, era sua única opção...sabia que se sujeitaria a muitas doenças e tal...mas o salário era alto e tinha benefícios...era perto de nossa casa...e ele ainda fazia sua refeição por lá.
  Minha mãe tinha sido contra, pois não queria perder meu pai tão cedo, mas era o único modo que ele tinha para sustenta-la e aos seus cinco filhos."

"  Passaram-se muitos meses após a morte de meu pai, Robert, que era meu irmão mais novo ficara doente, estava com pneumonia, nevava e chovia lá fora...o frio era mesmo de matar, a nossa casa já não estava tão protegida do vento e do frio, muitas paredes estavam esburacadas, minha mãe chamara o doutor Xavier para examinar Robert, sua conclusão não fora das melhores, mas havia tempo ainda de salva-lo, minha mãe só precisava comprar alguns remédios e deixa-lo de repouso. Minha mãe ficara então duas noites sem dormir, preocupada, como iria comprar remédios se não tínhamos nem o que comer direito..."

"  Nos mudamos para uma grande cidade, ali bem perto viviam os aristocratas sempre elegantes, andavam nas ruas, pareciam lordes da alta sociedade, sempre bem vestidos...imaginava nunca chegar a altura deles.
  Estávamos novamente nos tornando uma família feliz...Lilian tinha arranjado um trabalho, ainda era nova mas já pensava em casar e ter sua própria vida...vivia dizendo isso, um dia ela concretizou suas palavras, se casou e se mudou...nunca mais tivemos contatos, já era mais uma a menos na família, menos duas para sustentar. Passados então dois anos, eu, já quase maior de idade estava mais responsável, tinha que tomar um rumo na vida também...mas não queria abandonar minha mãe com os dois pequenos, Robert estava apenas com três anos e Sara era quase um bebê, pelo menos eu poderia ajudar a olha-los enquanto minha mãe trabalhava."

"  Já estava muito tarde, segui para o abrigo onde me hospedava, já havia passado a hora da hospedagem, outro indivíduo havia estado em meu leito...Não tinha onde dormir agora, então resolvi seguir meu caminho por aquelas ruas vazias e frias...ninguém estava por perto, apenas eu e os ratos na calçada, o vento já não me dava tanto frio, já estava acostumado com aquele ar...que me carregava de lugar a lugar...
  Hoje sei que não fiz uma boa escolha, mas naquela época, tudo conspirava para eu me envolver com ele, além do que, não tinha outra opção a seguir...levantei a cabeça, tirei o endereço do bolso e segui para a casa de Pietro, onde talvez, poderia estar hospedado...ou não."


Alguns trechos confusos talvez...rs. Porém quem quiser saber mais..é só entrar em contato comigo.




Diario de um psicopata...

Meu nome é...bem, acho que não preciso me apresentar.
Não há tanta diferença entre ser ou seria...
Hoje estou aqui deitado nesta cama com lençóis brancos esvoaçantes, estou observando o orvalho da manhã sobre as folhas no parapeito da janela...
Hoje o quarto amanheceu mais frio, sem som, sem cor, sem graça.
A manhã dos dias anteriores nunca foram assim...
Lá estava eu levantando as cinco para estar no serviço as sete, pegava todo dia o metrô, baldiava em duas estações para chegar ao serviço suado e fedido...engraçado não...?       Não, de fato meu serviço era mais horrivel do que estar suado e fedendo.
Aguentar todo dia aquela velha gorda com uma verruga enorme no queixo ficar te xingando enquanto você dirigia para ela suado e fedendo...é, a vida é foda.
Minha vida não era tão ruim, até que eu ainda saia um pouco, ia para eventos de politica, ah..que isso, que vergonha, plenos 30 anos de vida, já agindo e vivendo como um aposentado.
Precisava bem mais que isso para viver de novo.
Sempre fui pobre, nunca tive ganância no coração, meu pai me deu boa educação, meu pai. Aquela que dizia ser minha mãe, o que houve com ela ?...Simples, nada tenebroso não, ela só sentou na garupa de um motoqueiro barbudo e me deixou com meu velho. Eu tinha 5 anos.
Nunca mais ouvi falar dela.Nunca é muito né, mas é verdade.
Nunca achei que meu pai morreria, ele sempre foi um herói, quando me machucava...ele sempre fez um bom papel. É, ele faleceu depois de alguns anos que minha mãe nos abandonou. Tá, pra dizer a verdade, ele se suicidou, se enforcou, é sério, ele amarrou uma corda no pescoço e se jogou...da janela do 5° andar do nosso prédio.Eu vi tudo, mas era tão pequeno, o choque não foi tanto, eu não entendia nada.Pai, o que o senhor ta fazendo...? Sou um herói filhão, agora vou voar...ele voou mesmo pela janela do prédio, no começo até achei que era verdade, o salto dele...era como se fosse cair de um penhasco e se deparar com água...se deparou com o chão, depois de bater em algumas telhas do condominio vizinho, quando finalmente chegou ao chão, eu não reconhecia mais meu pai, era apenas um monte de carne...fria.
Ainda me lembro como se fosse hoje, neste mesmo dia, ele acordou fazendo planos, queria comprar uma casa pequena na praia, ele amava o mar mais que tudo.Ele dizia que ali ele estava livre de qualquer crueldade e ignorância humana...que ali também, ele podia falar, porque havia milhares e milhares de grãos de areia para ouvir suas lamentações, o mar respondia ele com as ondas...meu pai.Da janela eu via as pessoas se aglomerando em volta do corpo, eu estava lá parado...apenas olhando, até chegar meus avós, eu fiquei lá sozinho, lá em cima, observando o sangue saindo da cabeça dele, parecia cena de filme.
Fiquei uns dias com aquela cena na cabeça...ás vezes acordava assustado, porque, eu tinha pesadelos, estava matando pessoas. Até ai tudo bem, eu era uma criaça que tinha sofrido um trauma, ninguém se importava tanto, só davam alguns conselhos e tentavam me confortar. Eu não queria saber de melações, eu já estava crescendo, ia para a escola, o que iam dizer...o que os garotos iam dizer...as garotas iam chegar perto de mim ?
No primeiro ano, tudo bem, nenhum comentario, nenhuma brincadeira de mal gosto por parte dos alunos. Os professores também não diziam nada, na minha frente, nos corredores sempre haviam os comentários, os fuxicos.
No colegial tudo mudou, eu era o tipo “galinha”, eu sempre fui bonito, alto, branco...tipico ariano que se dava bem. Olha lá...o branquelo metido...diziam os crioulos. No meio do ano, entrou no colegio alguns caras, marrentos,não olhavam pra ninguém, skinheads.
Svain era o que mandava nos outros garotos, era o maioral, as garotas suspiravam quando ele passava no corredor, os alunos abriam alas para ele passar. Ele tinha uma irmã, a Brii, uma garota linda, cabelos negros, olhos claros, pele branquissima...fazia o meu tipo.
Tá, eu ainda era virgem sim, mas porque não costumava ficar com qualquer garota não, e as que faziam meu tipo eram poucas como a Brii.
Brii...ela passava no corredor e não me dava um oi,as vezes ela me dava umas olhadas, mas quando Svain percebia, ela desviava o olhar. Eu, o cara solitário da escola, temido e as vezes rejeitado, flertando com Brii.
Eu ficava horas epserando na saida uma oportunidade de chegar em Brii, mas nem sempre tinha sucesso, ela sempre estava com Svain. Mas um dia ele teria que faltar...isso sim. Faltou um dia, dois, três...passavam-se já uns nove dias e nada de Svain e Brii. Eu ficava sentado, estava indisposto ate a conversar com o pessoal, batia o sinal do intervalo, eu nem descia no refeitorio para comer, eu estava apaixonado por ela, ainda mais, estava se tornando uma fissura vê-la todo dia.
Já não podia mais ficar sem ver aquele rosto meigo e sensual, aquele moicano comprido dela me deixava louco juntamente com seu rosto angelical...me faziam delirar constantemente.
Ela se tornou uma droga para mim, a ausência dela estava me desfalecendo.
Começamos a nos falar quando Svain estava ausente, graças a deus ele estava com pneumonia e ia se ausentar por muito tempo...
Já estava na hora de eu tomar alguma iniciativa, ficar só na conversa já não era o bastante para mim, então convidei Brii para sair comigo e uns amigos, íamos a um bar perto do colégio. Brii era menor de idade, foi um sufoco para entrar no bar, mas o que um suborno não faz?
O segurança pilantrão deixou Brii entrar em troca de uma trouxa de maconha que meu amigo Alan tinha dentro do bolso, como é facil manipular esse tipo de pessoa, que não estão dentro de si próprias, são bonecos movidos a drogas...drogas, eu nunca cheguei a usar, nunca precisei...até que cheguei aqui neste hospital.
Enfim, estávamos entrando no bar, nos encontramos com mais pessoas, Brii estava um pouco nervosa, ansiosa talvez por nunca ter ido a um bar, e preocupada por encontrar algum conhecido de Svain. Mas por sorte, nenhum deles frequentava os bares que sempre estávamos, a galera não deixava, e a gente subordinava o segurança para não deixar eles entrarem no bar.
Conhecíamos todo mundo que frequentava lá, de antigos a novos membros...
 CONTINUA...





domingo, 9 de janeiro de 2011

DIAGNÓSTICO

 Sim, eu morri, estou morto, peso morto, algo morto, no diagnóstico : depressão. Depressão por amor, por amar, por ser amado. Assassinei-me sem saber que morreria, amei sem saber que seria amado, hoje morri por   Ter amado você, diagnóstico : homicídios. Matei por amor, matei por amar, matei você por não me amar. Matei sem saber o valor que tem uma vida, mas agora sei o valor que tinha meu amor por você, nenhum.
Diagnóstico : assassinatos em série. Sim, sofri, sofrerei sempre, e nessa ânsia de não ser correspondido matarei sempre também. Diagnóstico : Suicídio. Suicidei a você, ao nosso amor, ao nosso beijo, me suicidei por você, pelo nosso amor, pelo nosso beijo, por mim.

TE QUERO AGORA

 Te quero agora, pode ser vivo ou morto...se estiver frio usamos o cobertor, se estiver calor, usamos a chuva lá fora, não tente fugir de mim, sou uma matéria que está em todo lugar...uma célula do seu corpo, um ácaro do seu tapete...ou o pêlo do seus animal que acaricia com suas mãos e não sabe que sou eu.
 Sou como a grama molhada que você cheira, exalo um aroma que jamais vai esquecer, sou o fio de cabelo que fica no travesseiro, sou a água empoçada do seu banheiro, sou a pomba que fica no fio de eletricidade, sou a marcha do seu carro, sou a pintura da sua casa, sou seu oxigênio.
 Pode correr que vou te seguir, pois sou sua sombra, pode se esconder no fundo do mar, sou a água que cobre teu corpo, sou o suor que escorre do seu rosto, nada vai impedir de eu lhe Ter agora...pois eu sou NADA e TUDO que te quer agora.

OBSESSÃO POR VOCÊ

 Hoje fechei meus olhos, na tarde chuvosa e nublada, ouvi um som...pareciam pássaros voando, tentei abrir meus olhos enquanto pensava em você, não consegui, como uma venda estava a realidade naquele momento...então aquele som por um milésimo passou...abri meus olhos, respirei fundo, ACORDEI.
 Não te vi do meu lado, e percebi que jamais o tive de verdade, será que um dia o terei...? Será que um dia terei alguém...?
 E como estava deitada na cama daquele chalé...sentindo o frescor do orvalho nos pinheiros, decidi então caminhar por aquele bosque, talvez uma mera distração não fizera eu perceber que ali estava eu, atrás do perigo, eu queria tudo...poderia ser qualquer coisa que fizesse você sair dali, da minha cabeça.
 Ouvi um uivo, senti um calafrio...uma mão deslizou em meu ombro, me virei era você...te abracei...quando íamos nos beijar...ACORDEI.
 Novamente respirei fundo e tentando não chorar...uma lágrima escorreu pelo canto do meu olho esquerdo, a primeira em tempos que rolou abalada pelo meu coração, nunca sentira algo tão forte quanto esse tremor que sacudia meu corpo, me fazia tremer e suar...não sabia se estava viva ou se ia morrer ali mesmo na cama, se ao menos estivesse comigo morreria feliz...e satisfeita.
 Não consegui encontrar razões para responder o porque daquelas lágrimas, me entreguei á solidão, fechei a porta do quarto, sentei no canto da cama perto do batente, abracei minha boneca que tinha ganhado no meu aniversário de 9 anos do meu pai...quem dera estivesse comigo ao menos para me abraçar e dizer: filha...
 Chorei feito criança...nunca havia chorado tanto na minha vida, também não tivera razões para isso.
 Começou a chover, a chuva está forte lá fora, pesada, cada gota parece uma pedra caindo no telhado...mas sei que estou protegida aqui dentro...quem dera protegido estivesse meu coração, de cada parte da vida que me arriscasse a amar.
 Talvez fosse melhor me isolar desse mundo, dessas pessoas egoístas e inconstantes...seres que machucam o corpo, ferem a alma e matam o coração com palavras e gestos.
 Preciso me recompor, abri a porta, vou tomar um banho...não...talvez, uma vez na vida não me mataria.
 Abri a porta, a chuva estava caindo...agora uma garoa leve, o sol estava brilhando agora como jamais estivera antes, tirei o pijama, coloquei o vestido da minha formatura de 86. Lembro-me que estava chovendo muito naquele dia também, minha vontade era gritar de felicidade...ainda não conhecia o amor...queria pular na chuva com meus amigos, amigos que já não vivem mais...
 Tirei meus chinelos, a grama estava quente...aquele solo macio, abraçava meus pés...a garoa caia em meu rosto misturando as lágrimas como um todo na minha face, escorria pelos meus lábios, a chuva doce e minhas lágrimas salgadas...fechei os olhos, me conformando e tirando conclusões do quão era bom estar ali...abri meus olhos e lá estava você com minha boneca na mão, encharcado de água, me estendeu a boneca, olhando fixamente tentei acordar, pisquei meus olhos mas era mesmo você, e naquela tarde de sol e chuva, com as gotas escorrendo pelas nossas faces, nos aproximamos, tentei falar...e com um beijo doce entre meus lábios salgados de lágrimas tristes, você me calou, enrolando seus dedos nos meus cachos molhados sussurrou em meu ouvido...ACORDE.
 Abri meus olhos e lá estava você, deitado ao meu lado sorrindo...a porta se abriu de supetão e entraram nossos filhos pulando na cama e sorrindo...dizendo bom dia, comecei a gargalhar, estava tudo tão perfeito...como deveria ser...
 Quem dera fosse para sempre, e hoje vendo as fotos do passado, só eu e os meninos...percebo que poderia realmente Ter sido tudo um sonho que se repetisse continuamente, por que sonhei tanto, se hoje você não está comigo, essa ânsia de amar...de te amar...bem que poderia estar sonhando novamente...acorde...acorde...acorde!
Porque você se foi...

...

  Mas daí percebemos o quanto dói realmente, trilhar caminhos para chegar aonde não tem nada para receber.
  Sim, uma revolta pode ser dolorida, mas é com dor que superamos e conquistamos o impossível.
  Será tão impossível amar alguém e ser amado ?
  I promisse you..I will ?
  Quanto tempo ainda vou esperar ?
  Quanto tempo ainda há para gastar ?
  Para sonhar ?
  Sei sonhar ?
  Sei onde estar ?
  Só sei que...quando temos a chance, não temos a coragem, mas quando temos a coragem, aquela chance se despedaça...e voa como pétalas de lírios em uma tarde de outono.
  Quando ainda poderia estar somente sentada escrevendo, e estou aqui tentando descobrir como chegar em você.
  Poderia estar com você depois de um perfect kiss, curtindo um strange love...Mas estou aqui tentando decifrar meus blasphemours rumours, enquanto você está num enjoy the silence.
  Pain...Pain...Pain...
  É somente o que curto no momento...


...

Não trilhei caminhos espinhosos, nem pulei por cima de cavalos para chegar aqui e deixar o que conquistei fugir de mim...
Não olhei para trás mil vezes antes de ser atacada pela frente por tal sentimento...
Não pensei, não penso apenas sinto o que sinto por sentir você dentro de mim...
O que não posso, poderia, e pude, mas não quis...

...

Criança triste, carente...venha em meus braços...partilharemos desse sentimento de perda juntos...
Criança vingativa...má...venha em meus braços...partilharemos desse sentimento de ódio juntos...
Criança apaixonada...amada...venha em meus braços...partilharemos desse amor juntos.

...






 
 
Somos apenas um método
Uma carnificina
Um café...coffee..coff..cof...!
Essa tuberculose...essa doença...esse câncer que nos apega...Ah, esse amor !
Mais doloroso que a ferida de um leproso diabético...
Mais profundo que a garganta de um vulcão...
Mais imponente do que a AIDS que toma conta do corpo e da vida...
Mais quente do que o próprio fogo, esse fogo que não me deixa...
Mais frio do que o Polo...Polo...Marco...Polo...Marco...Pol...
Guardado em sete chaves, meu coração...Ah, o coração que não tem mais fechadura...
Ah, o coração que jaz enterrado e não lacrado...
Em um mesmo jazigo que o teu...
O errado é dizer que está errado, enquanto poderia estar corrigindo seus erros e  se tornando certo.
O certo é estar errado e não enganado.
No silêncio da madrugada, ouço seus passos caminhando em meus lençóis, roçando suas mãos em meus cabelos, acordo...acorde ! Não há nada aqui.
Nada.
Mas sinto seu cheiro, como pode ?
Como posso ?
Como podemos...podemos ?
Somos apenas uma metamorfose, um ser inanimado...animado ?
Animados por quem, pelo que ?
Cordas, cordões...corações...! Isso, coração...bateria....pilhas...pessoas...
Somente uma noite, uma noite e nada mais...seria injusto...ou justo, justiça ? o que é isso ?
Ah...morrer por amor, não...morrer ‘de’ amor...Há algo melhor...prazer !
Mas o que é o prazer, sem conhecer...bem, prazer em te conhecer...prazer ?
Calados, cale-se mente !
Cale –se e não fale...apenas sinta, sinta-me...sintaxe...
Uma lista, um propósito, cada propósito...tem uma lista ?
Ouça...você me faz bem, e é esse bem que me importa.
A minha importância é um bem para você...?
Você é meu afrodisíaco, meu êxtase...
Pensar em você me faz voar...
Você é a droga mais forte que já experimentei...
A droga que me acalma, que me faz sair de mim...
Atravesso paredes do consciente posso ver o inconsciente com clareza...
Meus membros adormecem, meus olhos ficam cegos...sem reação, sem declaração...
Sou dominada pelo desejo de lhe Ter em meus braços, in my arms...
Desejo, desire, desiré...Oh l’Amour !
Viajo em você, em cada traço em cada molécula do teu corpo, do teu suor...
Sinto-me morrer e estar viva...
Agonizante sentimento, que é o amor.
Tão bom quanto ruim, tão ruim quanto bom...
Sem definições, sem  palavras, só quem sente para saber como é, a sensação mais dolorosa e mais gostosa do mundo.